• Memórias — Origem de Tudo

     ORIGEM DE TUDO

    SHIGERU “GREEN” OKIDO, KANTO


    Yo Red! Gramps isn’t around!

    Não, o meu nome de nascimento não é Green como muitos juram de pés juntos. Vocês têm que conferir melhor essas vossas fontes e não acreditar em tudo que veem nessa coisa aí chama de Internet. 

    Nem eu sei direito por onde surgiu esse apelido, mas não fui eu que o criei, até porque se fosse escolher uma cor, ela seria azul, a minha cor favorita. 

    O Satoshi por outro lado, ele sim escolheu uma cor como nome artístico e pensando melhor talvez por isso que a mídia decidiu que eu seria o Green. 

    Vermelho e Verde, um com um Venusaur e outro com Charizard, dois treinadores em ascensão. 

    Eu nunca o copiaria, as coisas nunca foram assim e não seriam agora por um mero nome, Red sempre foi aquele a me copiar, sempre. 

    Aos sete anos, fui recomendado a entrar no grupo de treinador da escola e ele logo apareceu e decidiu entrar também. O que era engraçado para época já que, ele nunca havia segurado uma pokébola antes e ainda assim foi o melhor do grupo, a seguir de mim é claro. 

    Andou comigo em todas as escolas, primaria e segundaria e modéstia a parte aquilo sempre foi uma coisa fácil. Pode perguntar a vários professores de como a escola ganhou todos aqueles troféus escolares. Éramos os melhores do país já naquela tenra idade.

    Quando completei meus dez anos, decidi seguir o antigo caminho de glória do meu velho e ser o próximo campeão da Liga. Está no sangue da minha família sermos audaciosos, se formos para entrar em algo, seremos os melhores nisso, só olhar para o meu bisavô, meu avô, meu pai e eu.

    E adivinha quem decidiu me copiar? Exato. 

    No mesmo mês encontrei Red na mesma sala de exame de licenciamento, me pergunto até hoje de onde ele conseguiu o dinheiro para poder se registrar.

    Até no maldito dia da escolha de iniciais ele estava lá, enchendo meu saco e escolheu justamente um Pokémon com desvantagem de tipo ao meu para me desafiar. 

    Acho que é isso que mantém a nossa relação viva como fogo. Essa maldita vontade de um superar ao outro, sempre passando da linha que alguém apontou como o limite. 

    Não há um dia em que eu não acorde que eu não procure ser melhor que ele. 

    Red é o único que trás algum desafio à minha vida, porque enquanto os outros me seguem, são destruídos e me veneram como o líder que sou, ele é o único que consegue bater de frente e dizer que não. 

    É como uma força da natureza, a única equação que não consigo resolver.

    Não existe ninguém como Red e aquele maldito Pikachu e nunca existirá. E pelo amor de arceus não confundam as coisas, por favor. Não somos amigos, longe disso. Nossa relação não passa nada mais que uma rivalidade e apenas isso.

    Em menos de um ano, estávamos os dois batendo as portas do Índigo Platô no mesmo dia. 

    Pode conferir nos livros de história de Kanto e Johto, nunca existiu dois jovens que conquistaram todas as insígnias principais de seus países em tão pouco tempo.

    Eu retenho até hoje no Guinness Book, três recordes que ninguém irá superá-los tão cedo. O primeiro campeão mais jovem da região de Kanto e Johto e a pessoa mais rápida em completar as desasseeis insígnias oficiais. 

    E até nisso ele me copiou, precisando de mim em quase todos os seus Records, tornando-se o primeiro jovem a completar a Pokédex de Kanto em menos de um ano, o treinador mais jovem a acabar com o reinado de um campeão - menos de 48 horas - e o treinador com a luta oficial mais duradoura pelo título de campeão, num total de 24 horas completas - recorde que compartilha comigo. 

    Entende do porquê de eu dizer que jamais o copiaria? 

    Os fatos tão aí. 

    Red sempre me copiou, durante quase toda a sua vida e ele sabe disso, eu sei que ele não é de muitas palavras, mas pode perguntar diretamente a ele se quiser.

    Onde ele está? Por aí. 

    Eu? Estarei em Alola ainda este ano.

     Pallet Town sempre foi uma cidade pequena demais para a gente. Não nascemos para estarmos presos a um lugar como vovô ou meu pai.

    Somos inspirações para milhares se não milhões de treinadores pelo mundo afora, não podemos parar. O que não falta aí são crianças com nomes de cores e pedras com seus próprios Pikachu’s ou Charizard’s procurando rivais para chamarem de seus, mas todo mundo sabe que nós fomos o blueprint. 

    Red e Green.

    Nós somos a origem de tudo, a origem da mais nova geração de treinadores sem medo de arriscar e de entrar de cabeça numa aventura, implacáveis e destemidos.

    E marque bem minhas palavras, essa geração veio para dominar tudo.

  • Extras — Memórias

     


    Completamente fora do Neo universo, Memórias é na sua grande maioria uma antologia de histórias com uma narrativa mais realista, cada capítulo pode ou não ser independente. Cada capítulo está ligado aos temas dos assuntos titulares e na perspetiva de um personagem da franquia.

  • Especial — Project: K

     

    Quando deu por si estavam sobre dominio de duas pessoas. Um homem maligno, que o maltrata com choques pesados e gritos  e uma mulher simpática que o oferece comida e o abraça fazendo-o lembrar do seu pai.                            

  • Líderes de Ginásio

    Os líderes de ginásio são a classe mais famosa no ramo dos treinadores Pokémon. São conhecidos por serem especialistas e verdadeiros mestres em determinados tipos e alguns chegam a ser reconhecidos mundialmente graças as suas habilidades em batalha ou fora dela. Ao vencer um líder de ginásio o treinador tem o direito a uma insígnia, e ao somar oito delas, pode participar da Copa Dos Campeões. 

    Em Galar, existe um sistema de divisões e apenas oito líderes podem ocupar esse lugar, afim de manter um sistema orgânico de popularidade e melhoria entre líderes.


  • Análise de Personagem: Marianne

    Quando comecei a criar a Marianne, o ponto de partida foi: O que aconteceria se uma Lass fosse protagonista? Ao ver o modelo da Lass nos novos jogos da oitava geração eu precisava criar um personagem centrado naquele design. Achei simplesmente elegante, simples e muito carismático e não fui o único.  A comunidade caiu nas graças de como a Lass franzia a testa quando era derrotada e então a obceção começou com uma chuva de comentários e artes de fãs. 

  • Capítulo 11

     

    Ninguém imaginaria que uma sala com mais de cem treinadores estivesse em um silêncio tão ensurdecedor. O peso da responsabilidade estava em suas costas e cada um levava aquela temporada com expectativas diferentes. Uns como chance de aprendizado, outros perguntavam se o que estavam ali a fazer, mas eram poucos que estavam convictos que chegariam à final.

  • Capítulo 10

    De manhã, Hop acordou irritado de um sonho bastante perturbado. Quem conseguiria dormir depois daquela ameaça? Imaginou a noite inteira alguém os espiando pela janela, por mais que estivesse a mais de 10 pés de distância.

  • Capítulo 9

    Quando chegaram, depois de subir as milhares de escadas da entrada principal, depararam-se com uma fila que separava os treinadores que vinham a pé daqueles que vinham de carro, em um posto de controle.

    Dois homens em um traje militar protegiam a entrada com armas em seus cintos e algumas pokébolas. Um fica de olho na fila, enquanto o outro, mais velho e cansado estava na gabinete por trás de uma mesa.

  • Enciclopédia de Galar — Index #001


    Enciclopédia Pokémon de Galar — Index #011 - Grookey, Thwackey, Rilaboom 

    — Biologia

        O animal possui um uma pele verde capaz de realizar fotossíntese, agindo como armazenamento de nutrientes e açucares. Quanto mais energia ele acumula do sol, mais energético ele fica crescendo e evoluindo ao ponto de formar folhas no topo de sua nuca, essas folhas vão se desenvolvendo até o fim da sua cadeia evolutiva, tornando-se belos árbutos parecendo cabelo, capaz de proteger a nuca do animal de quedas fatais e servindo de fonte energética para seus ataques. 

  • Galar Soundtrack

     

    Acho que assim como todos os escritores da Neo Aliança sou apaixonado por música e assim como eles, não poderia deixar de implementar essa arte na minha obra. Aqui, você terá de tudo!

  • Pokémon Evolutions


    Pokémon Evolutions é ua mini-série animada japonesa produzida pelo OLM e está sendo lançada oficialmente no YouTube pela The Pokémon Company. É uma série de 8 episódios lançados em comemoração ao 25º aniversário do Pokémon e é inspirado em todas as 8 regiões do mundo Pokémon.

  • Capítulo 7

     


    Rolling Fields 

    Andar sobre aquelas pedras hexagonais parecia um perigo, se não fosse o garoto de Postwick pulando de rocha em rocha divertidamente junto de seus dois companheiros de equipe, Wooloo e Grookey. 

    O macaquinho a cada quatro pulos que dava, parava momentaneamente para fazer música com o seu porrete de madeira formando diferentes melodias ao bater nas diferentes pedras. 

  • Capítulo 6



    O resto do dia foi coberto por silêncio.

    A pequena e difícil afinidade que fora construída em algumas horas havia desmoronado como um castelo de cartas. 

    Fora uma tarde comprida e constrangedora. Envolta pelas reflexões de Glória do porquê ter sido tão judiada. Uma experiência a qual a jovem não iria querer repetir tão cedo.  Por todos esses seus anos de vida, ela estava habituada às conversas polidas e delicadas e sujeitos realizando tudo que ela pedisse.

  • Pokémon: Twilight Wings

     


    Pokémon: Twilight Wing é mini-série animada japonesa produzida pelo Studio Colorido e lançada oficialmente no YouTube pela The Pokémon Company. É uma série inspirada nos jogos que iniciaram a oitava geração, Pokémon Sword & Shield.        

  • Capítulo 5

      Aviso: Este capítulo pode despertar alguns gatilhos já que aborda temas como perda, luto  e trauma a meio do capítulo, indicarei a negrito os paragrafos. Caso seja sensivel a esse tipo de assunto, pule e siga com a leitura. 

    Glória correu atrás do homem como se não houvesse amanhã. Victor, achou que seu cérebro seria jorrado para fora pois nunca havia corrido tanto em sua vida. O menino não teve outra opção a não retirar o item do seu bolso, lançando a Premier Ball ao ar.

  • Capítulo 4


    Finalmente, Wedgehurst. 

    Teriam chegado mais cedo se não fossem as discussões inúteis entre Victor, Glória e Hop do porquê a captura de Victor ter falhado. Gloria insistia que o garoto devia ter iniciado a captura com uma batalha assim como Scorbunny quis, já Hop parecia indicar outro tipo estratégia do Stuart, indicando que se não fosse o coelho, as coisas poderiam ter dado certo. 

  • Capítulo 3


     

    O tempo estava fresco indicando a chegada do outono em Galar. O pequeno grupo de adolescentes já estava a algumas milhas de distância da pequena vila de Postwick. 

    Quem diria que andar fosse tão simples assim? 

    O caminho era baseado em uma estrada de terra abatida alinhada em um muro pequeno e alguns materiais de agricultura como um carrinho de mão já abandonado com algumas flores á sua volta. 

  • Capítulo 2

     Os dois adolescentes pararam e o analisaram em silencio.  

    Hop mostrou-se nitidamente desconfortável, mas a fim de tentar esconder, fingiu estar observando o campo em redor.

  • Capítulo 1B


    Victor puxou o ar pesado que rodeava a casa. Não era comum seu pai chamá-lo para conversar, principalmente na sala de jantar quando possuíam uma sala somente para reuniões. 

    A sala o assustava.

    Ele nunca havia reparado no tanto de quadros de seus antepassados, os quais pareciam observá-lo. Tudo ali parecia o intimidar. A parede de vidro que revelava um jardim, contrastando ao céu acinzentado e frio de Freezington. 

    Seu pai o olhou com os olhos semicerrados, cotovelos colocados sobre a mesa e dedos entrelaçados. Os fios de cabelos e barba brancos denunciavam a sua alta idade ainda que olhos acastanhados carregavam em si uma luz cheia de vida semelhante aos de seu filho.

    O garoto sentou-se a cadeiras de distância do pai. O homem arqueou a sobrancelha em desconfiança, mas Victor estava preocupado demais em manter a correta postura:

    — Chamou-me, pai? – perguntou, apreensivo e com uma voz baixíssima. 

    — Victor Lewis, meu filho. – a voz cansada e rouca soava com tom de zombaria. – Creio que deve saber exatamente o motivo do porquê de eu tê-lo chamado. 

    Sabia? O menino hesitou por alguns segundos. Procurou em sua memória motivos para tal e nada veio a sua cabeça. Não era de costume ser chamado para conversar a sós.

    Dos quatro filhos, era ele quem possuía uma menor conexão com o pai e sequer sabia o motivo disso. Parecia que desde pequeno o seu pai nunca revelara interesse em falar com ele, ou quando o fazia seria para criticá-lo em absolutamente tudo, sendo na sua personalidade ou até em detalhes mais pequenos como em sua fala ou trejeitos. 

    Pensou por mais rápidos segundos, quando percebeu que talvez o problema não fosse consigo, mas com um dos seus irmãos. Os belos olhos âmbares encontram os do pai por instantes, antes que ele pudesse proferir o nome de um dos irmãos.

    — Glória.

    — Isso. –  o homem afirmou com satisfação, revelando um fino sorriso por debaixo do branco bigode. 

    — O que ela fez?  perguntou cauteloso. 

    — O problema não é o que ela fez, Victor, mas sim o que ela poderá fazer.

    Victor hesitou.

    — Desculpe, pai. Mas o quê exatamente a Glória poderá fazer?

    — Você sabe muito bem, Victor.  disse rigidamente. – Conhece a sua irmã melhor do que ninguém. São como unha e carne e com isso sabe muito bem o plano dela. 

    O garoto olhou para o seu pai levemente assustado. Estremeceu. Que tipo de coisa Glória poderia estar pensando em fazer? Sua cabeça raciocinou a mil. Porém nenhuma das conclusões parecia a correta para uma reunião especificamente com ele.  Pensou nas últimas conversas que tera com a irmã, mas nada vinha. Que tipo de coisa Emília Gloria havia escondido?

    O rosto de preocupação fez com que o homem do outro lado da mesa deixasse escapar um sorriso. 

     — Oh, parece que mesmo entre vocês existem alguns segredinhos, não? 

    — A Glória não esconde nada de mim, e se o fez é porque tem um bom motivo.  respondeu prontamente, querendo passar alguma confiança nas palavras.

    A sala ficou em silêncio. Um silencio constrangedor e irritante. 

    — Um excelente motivo aliás. Me pergunto qual seria sua reação ao saber que a sua irmã quer abdicar de todos os seus títulos. – disparou.

    Victor olhou para o seu pai hesitante. Sua cabeça não conseguira processar aquilo, uma informação tão pesada daquelas dita de forma tão rápida fez a sua cabeça rodar e rodar sem saber o que fazer. Glória iria fazer isso? Não... Ele talvez tivesse ouvido mal, alias, de onde tinha tirado aquela ideia? Quais as fontes? 

    O garoto soltou uma risada nervosa. 

    — Não, não.  disse, negando com a cabeça. – Ela não seria louca de fazer uma coisa dessas.

    — Muito pelo contrário, Victor.  falou, gesticulando com simplicidade.  É por ser inteligente demais que ela faria uma decisão dessas. Ela sempre foi mais inteligente comparado a vocês três. Você se lembra do tópico das últimas discussões? 

    Lewis semicerrou o olhar, incomodado.

    — ... Ela quer... seguir uma jornada Pokémon...  uma questão de logística, simples ao ponto de ser brutal.  Então... se ela renunciar os títulos da casa Stuart, não tem mais como ela se casar ou lidar com a burocracia, deixando assim caminho livre para...

    — Viu?

    O garoto cruzou as pernas, passou uma por cima da outra.

    — Então... O que você planeja fazer?  indagou.

    —  Eu? Eu "desisto". Não adianta competir contra a Glória.

    — Ela tirou a inteligência da sua mãe, mas a minha teimosia. Ela tem vontade e coragem de um Stuart, não tem nada no momento que a possa fazer mudar de ideia. E é aí que você entra na jogada.

     Victor ficou em silêncio.

    — O pai acredita que eu vou mudar a decisão dela?

    — Como eu disse, no momento é praticamente impossível   admitiu.   Quero que a acompanhe. Seria perigoso demais uma garota como ela andar pela região sozinha, principalmente em Galar. Quando ela começar a avançar nos ginásios, a fama que ela já tem irá aumentar mais ainda e pessoas tentarão se aproveitar dela.

    Que ironia, pensou.

    Agora que estava a um triz de perder a sua filha que entendeu miraculosamente que ela poderia ser uma treinadora Pokémon?  Onde estava todo aquele discurso onde apenas homens deviam seguir essa carreira e mulheres deviam seguir como coordenadoras? Ou como no dia que quase o espancou por ele ter dito que queria ser um coordenador quando criança.

    Não. Um homem como ele, um Stuart de Freezington, não se poderia seguir uma carreira de pobres como de treinador Pokémon e muito menos como coordenador, carreira escolhida quase que exclusivamente por meninas ditas como “fracas” e “fúteis”. 

    Olhou para o pai com um certo desdém.

    — Serei simplesmente um guarda costas dela?

    O pai deu uma volta com a cadeira, com as sobrancelhas arqueadas, não parecia muito contente com as palavras lhe disparadas.

    — Não simplesmente um guarda costas. Quero que faça outros tipos de “afazeres” enquanto anda pela região.  – Respondeu.  Seus irmãos não estarão na região por um pequeno terminado tempo, então seria interessante vê-lo tomar responsabilidade de certas coisas.

    — Mas... Por quê? Por quê está fazendo isso?  perguntou, aumentando o tom de voz  Liberar Glória ao mundo depois de todas as discussões que tivemos e vai me dizer simplesmente porque ela é teimosa? Eu não engulo essa. 

    — VICTOR!  o homem gritou furioso, socando a mesa. Victor calou-se, estremeceu mais uma vez diante de seu pai, como todas as outras vezes.  Eu não estou aqui para lhe dar satisfações, pirralho. Você tem chances de se redimir e se ser útil, ajudar-me não só a mim quanto a sua irmã! 

    O garoto olhou para as próprias mãos nervoso, a sua voz parecia não querer sair pela garganta. 

    — Redimir do quê, pai? – murmurou.  O que eu fiz de tão ruim para merecer redenção?! — perguntou, segurando as lágrimas.

    — Não me diga que você vai chorar, que nem uma...  disse, massageando a própria testa.  Pois então chore, vá Victor. Chore.

    Lewis respirou fundo, tentando levantar os olhos, sério. Mas não o fitou cara a cara, porque sabia que isso a faria chorar novamente. Pensou em gritar, socá-lo no rosto ou até mesmo fugir pela porta a fora, como um covarde. Ele engoliu o choro. 

    O pai bufou fundo, levantou-se e foi em direção ao seu ultimo gênito.

    — Meu filho.... você só tem que seguir a sua irmã e ajudá-la no que for preciso.  afagou delicadamente os fios castanhos de sua cabeça.  Pode até seguir essa palhaçada se quiser, ou seguir como um coordenador como sempre quis. Lhe enviarei dinheiro e a licença de treinador e patrocínio, toda essa burocracia...

    Victor suspirou, e após alguns segundos de debate interno, levantou os olhos marejados ao pai. 

    — Guardas? 

    — Nenhum. – murmurou.   Quer dizer, existe um garoto da vossa idade de uma vila que irá seguir jornada convosco. 

    — Você vai nos “deixar” andar pelo mundo afora com um simples garoto caipira?  indagou.

    — Ele não se atreveria. Ele é irmão do melhor treinador de galar, o Invicto. 

    — Desde quando o Campeão tem irmão?

    Realmente. Em nenhum momento Victor se lembrara de tal coisa, ainda mais conhecendo boa parte do histórico e biografia de treinadores de galar junto de sua irmã. Em sua cabeça, o campeão sempre fora filho único. Como seria então o seu irmão? Seria realmente simpático assim como Leon? 

    “Não”, pensou, “não devo confiar logo de cara.”

    — Nem eu sabia até ter a reunião diretamente com ele e com Rose. Ele acompanhará vocês nessa jornada. Pelas palavras do irmão, é um garoto calmo e esperto. Será como nos velhos tempos, ter alguém como ele os “ajudando”. –prosseguiu ele.  A vossa jornada começará a próxima semana, em Postwick. Receberão os iniciais diretamente da Professora Magnólia, agora vá, vá. Leve as notícias a sua irmã. 

    O garoto levantou-se rigidamente, seu pai tentou tocá-lo mais uma vez, mas instintivamente, o garoto acabou por se afastar. Aquela conversa havia sido uma das mais estressantes e tensas que ele tivera em toda a sua vida.  Ele nunca havia retaliado em uma discussão ou feito tantas perguntas. Caminhou lentamente em direção à porta e antes que pudesse abri-la ouviu o seu pai mais uma vez. 

    — Estou orgulhoso de você, filho. Tomou a decisão certa. 

    Como se tivesse sido ele realmente aceitar aquilo.

    Sair daquela sala trouxe instantemente um leve em seu corpo. Arrumou parte de suas roupas e quando voltou a olhar a sua mão viu que estava soando e com suas pernas trêmulas. Por momentos estava seguro e deveria ir imediatamente para o seu quarto para descansar um pouco antes de revelar tudo para a sua irmã mais velha. 

    — Olha se não é o meu maninho... 

    O garoto quase pulou de susto.

    Olhou para o outro lado do hall se deparando com Emília Glória, sua irmã mais velha e o foco principal da conversa. Victor viu o sorriso extrovertido de sua irmã e não conseguiu manter aquele rosto por muito tempo, naquele momento, estava tentando esconder a sua tristeza e lágrimas enquanto forçava sorriso.

    —  E aí, o que foi tão de ruim que você fez que teve que ir falar a sós com o Big Boss?  perguntou animada, cutucando-o com o delicado cotovelo. 

    — O pai aceitou. Você conseguiu  falou, com a voz falhando

    — Consegui?   perguntou, sem entender absolutamente nada.  Consegui o quê, Vic?

    — Você agora pode ser uma treinadora Pokémon.




    Ao escrever a fanfic, o autor não estão recebendo absolutamente nada, ou seja, esta é uma produção artística sem absolutamente nenhum fim lucrativo. A fanfic foi projetada apenas como uma forma de diversão, de entretenimento e passatempo para outros fãs de Pokémon. 

    A cópia, venda ou redistribuição desse material é totalmente proibida. Pokémon e todos os respectivos nomes aqui contidos pertencem à Nintendo. Imagens utilizadas pertecem ao seus devidos artistas, todos os créditos vão ao seus criadores.

    Agradecimentos ao Leucro, autor de Neo pokémon Johto por ter revisado todos capítulos da obra até ao momento. 

  • Capítulo 1A


    Era muito estranho.

    Uma nova fase em sua vida se iniciava, novos capítulos seriam escritos, mas ele não sabia se queria escrever o primeiro parágrafo. Seu irmão fizera isso e agora era um dos treinadores mais conhecidos do mundo. Adolescentes, crianças e até adultos de todo o país dariam suas almas para ter uma oportunidade como a sua.

  • Guarda Real & Campeão


    O Governo


        Galar é uma monarquia constitucional. Seu poder legislativo é investido num governo eleito, poder executivo em um conselho de ministros liderado pelo primeiro-ministro onde presta contas ao Parlamento e, através deste, ao eleitorado. É governado a partir da sua capital, Wyndon. A atual monarca e chefe de estado de Galar é a rainha Elizabeth, que subiu ao trono logo em sua juventude e mantém o cargo desde então.

        Diferente de outras regiões a participação governamental do pais nunca foi associada às habilidades de combate do rei/rainha ou do primeiro-ministro. A Liga Pokémon sempre foi separada do governo, mas o Campeão é considerado uma peça muito importante por ser o simbolo da região, uma figura destemida e o simbolo de cultura do país.

    As Grandes Casas


        As Grandes Casas são as mais poderosas e conhecidas de Galar. Elas impõem uma imensa autoridade e poder e obedecem apenas as ordens da Familia Real. Possuem uma influencia tão grande que possuem alguns membros dentro do conselho de ministros para favorecer algumas de suas trocas e decisões comerciais. Cada grande casa governou sobre seu território antes da formação de Galar como um país e possuem força até os dias de hoje,  lutam entre si há anos, tanto no estilo de vida quanto na batalha pelo domínio.

        Todas as Casas são governadas por um Senhor (Lorde) e são restritas por meio de hereditariedade  ou merecimento (em alguns casos). Todas as Grandes casas possuem  um castelo ou um prédio onde reside a familia.

        Casa Stuart de Freezington é um das grandes casas do sul. Em tempos antigos, eles reinaram como Reis do Inverno, mas desde a Guerra da Conquista tem servido como Protetores de Freezington , enquanto conservam seu título de lordes. Seu assento de poder é Freezigton, uma fortaleza antiga, renomada por sua força. 
    Seu símbolo é uma camelia branca por trás de um fundo branco.

        Casa Windsor de Wyndon
        Casa Ashwōrth de Motostoke
        Casa Crowley de Hammerlocke


    Guarda Real 


        Guarda Real ou ordem de cavalaria é uma ordem de cavaleiros. Eles são intitulados pela rainha e são encarregados de a proteger de qualquer dano. Eles juraram proteger seu monarca e a família real com suas próprias vidas, obedecer a seus comandos e guardar seus segredos. 

        É composta por três pessoas, todos eles cavaleiros juramentados. Um cavaleiro da Guarda Real serve por toda a vida, independentemente da idade. 

        O primeiro dever da Guarda Real é defender sua rainha do perigo. Eles juraram obedecer às ordens do rei, guardar seus segredos, aconselhá-lo quando solicitado e guardar silêncio quando não, e defender seu nome e honra.  O rei pode decidir estender a proteção oferecida pela Guarda Real a outros. Atualmente, cada membro está dividido servindo como guarda à Rainha, Primeiro Ministro e o Atual Campeão da Liga Pokémon.


    O Campeão


    Sir Leonard Kingstone

        Sir Leornard Kingstone, é mais ccnhecido na midia apenas como Leon, o Campeão Invicto. Sendo o irmão mais velho de Hop e fonte de inspiração para sua familia e vários jovens da região de Galar. Leon é um homem com uma alta inteligencia em batalha e considerado como um dos prodigios da geração não só de Galar, mas do Mundo Pokémon por ter trazido diversos premios em nome do país. Porém  as pessoas esquecem que em seu dia dia Leon costuma agir como uma pessoa normal,  alguém atlético, rústico e amigável em busca de aventura, mas com péssimo sentido de orientação. Muitos espectadores foram atraídos por sua realidade prática. O fato de ser operário e mestiço, oriundo de família monoparental, só contribuiu para essa caracterização dele.  

    Pokémon Team 



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